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A Rota da Seda



A Rota da Seda era o caminho usado pelos mercadores para o transporte do famoso tecido, tão cobiçado pelos europeus, desde o século I a.C.. Além da seda, outros produtos da Ásia eram comercializados por mercadores das regiões do norte da África, Oriente Médio e Veneza (Itália). 

A vida de qualquer europeu era bem simples. Sua casa não tinha muitos móveis, as roupas eram de tom marrom triste, pois não havia corantes para tingir as roupas de todas as pessoas. Sabão, temperos, açúcar, sal, laranja, café e cravo-da-Índia eram produtos raros e muito caros. Ninguém podia comprar, mesmo que tivesse um pouco de dinheiro, porque os mercadores que traziam do Oriente cobravam valores muito altos. No mínimo havia 10 atravessadores e cada um garantia seu lucro. As comidas que os europeus consumiam era sem sal e sem açúcar e, com a chegada da pimenta do Oriente, uma pitadinha fazia toda a diferença. Não havia geladeira para conservar a carne e os produtos que vinham do Oriente ajudavam na conservação. Os comerciantes de Gênova e Veneza, que mantinham o monopólio, cobravam o que queriam, portanto, quem tinha condições de comprar, eram poucos.

Portugal, percebendo que poderia obter altos lucros se pudesse buscar os produtos diretamente na fonte, planejou durante muitos anos, uma viagem ao Oriente, em busca dos produtos. Os preços encareciam depois que os produtos passavam por Constantinopla (hoje, Istambul, capital da Turquia) e pelas mãos dos mercadores de Gênova e Veneza (cidades italianas). Só, então, chegavam aos consumidores europeus. Dá para imaginar o preço que custavam essas mercadorias na Europa. Assim, Portugal decide buscar estes produtos diretamente na Ásia, eliminando os gananciosos mercadores (atravessadores).

Ao saberem que alguns países europeus tinham intenção de buscar diretamente as mercadorias na fonte, os mercadores bloquearam o caminho que levava até às Índias. Aconteceria, então, a tomada de Constantinopla pelos árabes (Islã) no ano de 1453. Os islâmicos cortam relações comerciais com os cristãos e impedem a passagem das mercadorias por Constantinopla. 

- Mas, será que não exisitiria uma forma mais rápida de se chegar ao Oriente e transportar os produtos até a Europa? – perguntavam-se os portugueses.

Portugal, que tinha privilégios geográficos, políticos e econômicos, começou a sair em busca da rota alternativa, ou seja, a rota marítima, avançando cada vez mais para o sul da África. Cada vez mais para o sul porque, em 1415, os portugueses já tinham tomado Ceuta dos árabes, que é uma cidade na ponta superior da África. Tinham intenção de contorná-la e chegar ao Oriente por uma rota marítima. Eliminava-se o intermediário asiático e os lucros da produção e distribuição dos produtos trariam progresso inédito a Portugal. A prática iria mudar os costumes do povo europeu, que agora passaria a se cercar de uma vida mais confortável, obtida por meio da exploração de tantos outros povos e territórios longínquos como a África, Ásia e, mais tarde, América.

A expansão marítima portuguesa já começava a se utilizar de algumas invenções e descobertas da época:

A bússola (invenção dos chineses)

Os mapas astrológicos (descoberta dos italianos)

O astrolábio (instrumento para descobrir a latitude de um barco no meio do mar).

A caravela (invenção portuguesa) em substituição à galera

A vela triangular ou latina (invenção portuguesa), que permitia um barco se deslocar contra o vento.



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