Usinas-plastaformas. O que são?



Projeção de como deverá ser a usina Jamanxim, uma das cinco programadas para o Complexo Tapajós

Dono de um dos maiores potenciais hidrelétricos do mundo, o Brasil precisa de energia para continuar crescendo. As hidrelétricas fornecem a eletricidade de que o país necessita para se desenvolver baseado em uma fonte renovável – a água – e com baixa emissão de poluentes. Para tornar esses empreendimentos ainda mais sustentáveis, a Eletrobras adotou um novo conceito, inspirado no modelo de exploração de petróleo em alto-mar: as usinas-plataforma.

A ideia é que as usinas-plataforma sejam cercadas de floresta por todos os lados. Durante sua construção, as equipes de funcionários se revezarão em turnos, como acontece nas plataformas de petróleo, e não haverá grandes canteiros de obras associados a vilas de trabalhadores. Quando as obras chegarem ao fim, o canteiro será totalmente desmontado e será promovido um reflorestamento radical do local.

Durante a fase de funcionamento da hidrelétrica, o trabalho por turnos continuará, com os trabalhadores sendo transportados para o local por helicóptero ou por terra. Boa parte da operação será automatizada e a estrada de acesso à usina será controlada para evitar o surgimento de vilas e cidades no seu entorno.

As cinco hidrelétricas que formam o Complexo Tapajós – São Luiz do Tapajós, Jatobá, Cachoeira dos Patos, Cachoeira do Caí e Jamanxim – serão construídas usando o conceito de usinas-plataforma. O Complexo Tapajós produzirá cerca de 50,9 milhões de MWh/ano, energia suficiente para abastecer anualmente duas cidades como São Paulo.
Fonte: www.energianobrasil.com.br
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