A Formação dos Estados Unidos




Esta pintura (cerca 1872) de John Gast chamada Progresso Americano é uma representação alegórica do Destino Manifesto. Na cena, uma mulher angelical, algumas vezes identificada como Colúmbia, (uma personificação dos Estados Unidos do século XIX) carregando a luz da "civilização" juntamente a colonizadores americanos, prendendo cabos telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selvagens do oeste "oficialmente" sendo afugentados pela personagem.

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O Destino Manifesto é o pensamento que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos é eleito por Deus para comandar o mundo, e por isso o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina. Os defensores do Destino Manifesto acreditaram que o povo da América Latina e andina devem ser seus escravos pois estão no mesmo continente,e por a maioria dos paises latino americanos serem subdesenvolvidos desenvolveram o chamado "Be strong while having slaves" frase de propaganda política do século XIX que usava sua cultura para que pessoas de outros paises achasem que os Estados Unidos sejam o melhor pais do mundo, virando essas pessoas ate contra seu países de origem. O Destino Manifesto se tornou um termo histórico padrão, frequentemente usado como um sinônimo para a expansão territorial dos Estados Unidos pelo Norte da América e pelo Oceano Pacífico.

As doutrinas do Destino Manifesto foram usadas explicitamente pelo governo e pela mídia norte-americana durante a década de 1840, até a compra de Gadsden (sendo também inclusa a compra do Alasca por alguns historiadores), como justificativa do expansionismo norte-americano na América do Norte. O uso formal destas doutrinas deixou de ser usada oficialmente desde a década de 1850 até o final da década de 1880, quando foi então revivida, e passou a ser usada novamente por políticos norte-americanos como uma justificativa para o expansionismo norte-americano fora da América. Após isto, o uso da ideologia do Destino Manifesto deixou de ser utilizada explicitamente pela mídia e por políticos em geral, embora alguns especialistas acreditem que certas doutrinas do Destino Manifesto tenham, desde então, influenciado muito as ideologias e doutrinas imperialistas norte-americanas até os dias atuais.

O presidente James Buchanan, no discurso de sua posse em 1857 deixou bem claro a determinação do domínio norte-americano:

"A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça (...) e nada pode detê-la".

Em 2004 o general Colin Powell, secretário de Estado do governo Bush, reforçou num de seus discursos a mesma determinação.

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A Lei da Propriedade Rural (em inglês, Homestead Act) foi uma lei dos Estados Unidos da América criada pelo presidente Abraham Lincoln no dia 20 de maio de 1862.

Grandes contingentes de imigrantes europeus participaram da ocupação do vasto oeste americano e sem eles essa conquista não se realizaria. Para atrair imigrantes, o governo norte-americano decretou, em 1862, o Homestead Act, que definia a posse de uma propriedade com 160 acres a quem a cultivasse por cinco anos. Essa lei fez aumentar muito o fluxo de imigrantes europeus para os Estados Unidos. A conquista do oeste - que teve início com a compra da Louisiana e terminou com a compra do sul do Arizona, em 1853 - coincidiu com o período de industrialização dos E.U.A.

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O Tratado de Guadalupe Hidalgo foi o tratado de paz que pôs fim à Guerra Mexicano-Americana (1846-1848). O tratado previa a cessão de territórios do México aos Estados Unidos, com uma área total de 1.36 milhão de km2, em troca de 15 milhões de dólares. Os Estados Unidos concordaram ainda assumir cerca de 3.5 milhões de dólares de dívidas mexicanas a cidadãos americanos.

A cessão incluía partes dos actuais estados norte-americanos de Colorado, Arizona, Wyoming e Novo México bem como a totalidade dos actuais estados de Utah, Califórnia e Nevada. O restante território dos actuais estados do Arizona e Novo México foram posteriormente cedidos pelo México, na Compra Gadsden.

O tratado foi assinado em 2 de Fevereiro de 1848 por Nicholas P. Thrist em representação dos Estados Unidos e por três representantes plenipotenciários do lado do México, em Guadalupe Hidalgo, ligeiramente a norte da Cidade do México. Seria ratificado pelo senado dos Estados Unidos em 10 de Março e a 19 de Maio pelo governo mexicano. Os instrumentos de ratificação foram trocados em 30 de Maio em Querétaro.




Cessão mexicana.




A Compra Gadsden designa a aquisição ao México pelos Estados Unidos, em 1853, de territórios com uma área total de aproximadamente 77 770 km2, actualmente situados no sul dos estados norte-americanos do Arizona e Novo México. Incluía territórios a norte do Rio Gila e a oeste do Rio Grande. Esta compra definiria as fronteiras finais do território continental dos Estados Unidos.

Após o final da Guerra Mexicano-Americana de 1848, continuavam por resolver as disputas fronteiriças entre os Estados Unidos e o México. O território que hoje constitui o sul dos estados do Arizona e Novo México fazia parte de uma proposta para a construção de uma linha de caminho de ferro transcontinental. O então secretário de guerra americano, Jefferson Davis, convenceu o presidente Franklin Pierce a enviar James Gadsden (que tinha interesses pessoais nesta rota de caminho de ferro) para negociar com o México a compra destes territórios.

Segundo o acordo estabelecido em 30 de Dezembro de 1853 (Tratado de La Mesilla) entre James Gadsden e o presidente mexicano Antonio López de Santa Anna, os Estados Unidos pagaram ao México 10 milhões de dólares (equivalentes a 233 milhões de dólares de 2004), em troca da cedência territorial mexicana. O tratado incluía uma provisão que permitia aos Estados Unidos construir um canal transoceânico através do Istmo de Tehuantepec, mas os Estados Unidos nunca fizeram uso dela. Além do objectivo da construção da linha de caminho de ferro transcontinental, a Compra Gadsden tinha também como objectivo compensar o México pelos territórios ocupados pelos Estados Unidos após o final da guerra mexicano-americana. O Tratado de Guadalupe Hidalgo de 1848 pusera termo ao conflito militar entre os dois países, mas atribuía apenas uma compensação simbólica pelos territórios perdidos pelo México durante a guerra.

Controvérsias

Originalmente, esta compra previa a aquisição de um território muito mais vasto, abrangendo a maior parte dos actuais estados mexicanos de Coahuila, Chihuahua, Sonora, Nuevo León e Tamaulipas bem como parte da península da Baixa Califórnia. No entanto esta ideia tinha a oposição não só do povo mexicano, mas também dos senadores anti-escravagistas dos Estados Unidos que viam esta aquisição como sendo nada mais que a ampliação dos territórios escravagistas. Mesmo a aquisição que finalmente foi acordada foi suficiente para produzir a ira do povo mexicano, que viu as acções de Santa Anna como mais um acto de traição à pátria e que assistia enquanto este desbaratava os fundos gerados pela venda. A Compra de Gadsden ajudaria a terminar a carreira política de Santa Anna.



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