"A Parceria tem Fins Pacíficos": Chávez e Ahlmadinejad



Há 2 anos, a Venezuela vem trabalhando em colaboração com o Irã, em projetos de produção de cimento e tratores. Até aí, nada de anormal. A fábrica de produção de cimento em Bolívar, na fronteira com a Guiana - um local no meio da floresta amazônica, longe de tudo e de todos - exportava o produto até o rio Orinoco, onde eram transferidos para barcos de bandeira Iraniana no Oceano Atlântico. Em mar aberto, rumavam para o país dos aiatolás. Mas, o negócio não era bem assim e o produto, um pouco diferente. Descobriu-se que o acordo fechado em 2008, era uma cooperação nuclear, isto é, a Venezuela passaria a exportar urânio da jazida de Bolívar para o Irã, um Estado pária nuclear, utilizando-se da máscara de uma empresa exportadora de cimento. Em Bolívar, encontra-se um dos maiores depósitos de urânio do mundo e a fábrica produziu sequer um saco de cimento. A resolução 1.929 do Conselho de Segurança da ONU proíbe toda participação iraniana em mineração de urânio. A empresa de cimento é propriedade do Ministério das Minas e Energia do Irã. Na Venezuela há, também, uma empresa fabricante de tratores e o Irã supre, desde 2006, a fábrica com peças para montagem das máquinas. Só que a Turquia interceptou um carregamento com 22 containers escrito "peças para tratores" mas que, na realidade, continham barris carregados de nitrato e sulfito - material utilizado para fabricação de bombas.

Nosso Debate: Por que a Venezuela teria interesse em apoiar as obscuras atividades do Irã?
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