O Protecionismo Chinês


O alto preço das commodities minerais têm feito a China ser mais agressiva no exterior. Com um protecionismo sem igual, os chineses estão abocanhando o mundo. A tática, todos já sabem. As montadoras estrangeiras são obrigadas a manter joint-ventures com as estatais chinesas, com isso eles absorvem know-how e passam a ser fortes concorrentes. A alemã Siemens e a francesa Alstom investiram no setor ferroviário ( não podiam ficar para trás quando a China disse que iria construir 13 mil km de ferrovias do "bullet-train" ). Agora, os chineses têm o know-how e botam para fora a Alemanha e a França. Por isso, a CNI e as siderúrgicas brasileiras estão com o radar ligado, uma vez que o governo brasileiro deixa os chineses comprarem siderúrgicas e hidrelétricas no Brasil, pois o Ministério de Minas Energias diz que "Qualquer empresa de capital externo constituída no Brasil está em condições de igualdade com as de capital nacional, com exceção das áreas da faixa de fronteira. Então vem a China e compra a Itaminas do Bernardo Belo Paz, que tem uma reserva de 1,3 bilhão de toneladas de minério de ferro e já está formada uma empresa chinesa constituída no Brasil. Aí, quando a Gerdau ou a Villares tentam montar subsidiárias na China, os chineses não dizem não, mas dão um chá de canseira que as empresas do Brasil acabam desisitindo. No Canadá é preciso passar por uma análise governamental antes de qualquer investimento em mineração. O risco é a perda de mercado brasileiro...

Nosso Debate: Já que não temos investimento em portos e rodovias, os chineses precisarão escoar o minério e se encarregarão de investir na própria infraestrutura gerando emprego para os brasileiros. É interessante? Há problema em não haver descriminação quanto à origem de capital no Brasil?
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